Nº 1347 - 20/03/06 - Ano XXVII
 Opinião
  Fernando Araújo*
 
- Evento do CESFE homenageia as mulheres
- Missa celebrou início das aulas
- Conflito agrário na Bolívia é tema de pesquisa
- Oficinas do programa objetivam atualização de alunos
- Presença feminina mostra que ciência não tem gênero
- Debate sobre legalização se arrasta há 66 anos

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Questione a importância
de sua formação!

Durante meus quatro anos de graduação participei de muitas discussões a respeito da temática: Professor X Aluno.

E durante esse período, depois de estudos, pesquisas, debates, cheguei ao seguinte ponto: quero ser um profissional facilitador do processo de aprendizagem, um elo entre o referencial teórico e o aluno na busca de um conhecimento construído e não apenas repassado.

Hoje sento num banco de Pós-graduação, sou Pedagogo, almejo mais, pretendo ser Gestor Escolar.

Perderei a ligação com a Docência? Não! E nem pretendo, pois quero poder instruir “meus” professores de minha equipe de trabalho, nas suas formas de agir em sala de aula.

Recentemente me deparei com algo que jamais pensei que existisse num curso de pós-graduação: alunos apáticos em sala de aula. Falta de ânimo, alunos presentes apenas em corpo, cabeças com pensamentos longe e foi então que me perguntei: é isto um curso de especialização? Mas não seria o lugar onde se especializa o conhecimento já produzido, onde se busca aperfeiçoamento do que já se tem como conhecimento sólido?

O que houve? Turma desinteressada? Não. Professor (a) com didática tradicional, sim, aquela tradicionalidade tão criticada nos cursos de graduação em pedagogia, em que se apresenta uma didática pouco atrativa e motivadora, sem qualquer estratégia de ensino.

Questionando sobre o assunto com amigos de classe, escutei uma pérola: - o que importa, estou aqui apenas para pegar o canudo e ter um título (e aqui reconheço que não posso responsabilizar apenas a didática do professor (a), afinal há alunos que realmente não tem o devido compromisso com o curso).

Venho instigar os alunos, que como eu, fazem um esforço sem igual para estarem num curso deste tipo. Questionem sobre a importância da pós-graduação em suas formações, critiquem quando necessário, mas nunca sejam omissos em sala de aula, seja ela privada ou pública, chega de professores tradicionais, que acreditam fazer favores aos alunos ao entrarem nas salas (cursos particulares). Você paga, paga caro, e deve exigir algo de qualidade porque o mercado competitivo está ai mesmo para provar que quem não agrada não tem cliente. Não estamos em cursos públicos, oferecidos pelo governo, que garantem o ensino, mas não se responsabilizam pela qualidade do mesmo. Assim, todos estarão satisfeitos e não mais se sentirão ”lesados” como bem colocou uma aluna de pós-graduação, indignada com uma situação vivida durante seu curso.

* Pedagogo, aluno do curso de Especialização em Gestão Escolar, Unama.

Os artigos para a coluna “Opinião” poderão ser entregues na Assessoria de Comunicação, em disquete e impresso, ou por e-mail, acompanhado de foto 3x4. O texto deverá conter 1.700 caracteres, fonte Arial Narrow tamanho 11.

 

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